Inflamação, um grande problema. Mas que inflamação é essa?
- glaubm
- 5 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de ago. de 2021
Um dos motivos para a alimentação ser tão essencial quando falamos em saúde do cérebro é que os alimentos têm grande influência no processo inflamatório do corpo.
Essa inflamação que estamos falando é uma inflamação crônica e persistente, que a pessoa não percebe que tem até que começam a aparecer as doenças.
A inflamação é uma resposta imunológica natural e é extremamente importante para as defesas do organismo. Quando o corpo sofre com uma infecção ou com um machucado, o sistema imunológico reage aumentando diferentes tipos de proteínas, hormônios e células brancas do sangue, os leucócitos, para lutar contra o invasor, limpar as células danificadas e ajudar o corpo a se recuperar.
Você com certeza já notou uma inflamação em um machucado, que fica inchado e vermelho, mas com o tempo sara.
O problema é quando essa inflamação continua por muito tempo e se torna crônica. Nesse caso, células perfeitas podem ser afetadas. Esse processo pode causar as doenças autoimunes, ou pode acontecer de maneira lenta que a pessoa não percebe, mas que vai danificando células sadias e causando doenças que no início podem ser assintomáticas e com o tempo se tornam problemas maiores.
O cérebro, como outros órgãos, também pode sofrer com essa inflamação.
O cérebro possui um sistema de “limpeza” que ajuda a manter as conexões entre neurônios.
Fatores como stress crônico, desequilíbrio hormonal e má alimentação podem levar a um desequilíbrio na liberação de moléculas inflamatórias e anti-inflamatórias e se as moléculas inflamatórias estiverem em maior quantidade o problema começa.
Essa inflamação leva à perda de células que pode afetar o circuito neural e a atividade neural em regiões ligadas ao medo e às emoções.
Quando isso acontece têm-se observado correlações com sintomas como depressão e ansiedade.
Hoje em dia, dezenas de estudos mostram a relação entre a inflamação crônica e a depressão e ansiedade e os estudos também têm demonstrado que um terço dos pacientes com essas condições possuem altos níveis de marcadores inflamatórios no sangue, como Proteína C reativa e Interleucina-6.
Felizmente a inflamação crônica pode ser evitada e até tratada com medidas de estilo de vida e a alimentação é uma das mais importantes.





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